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Nacional

Brasileiros estão menos endividados, diz pesquisa

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O freio no consumo ao longo de 2015 fez o País registrar uma redução de 1,3% no número de famílias endividadas no ano. No entanto, aumentou a proporção de inadimplentes, a reboque dos juros mais altos e dos aumentos de preços de itens essenciais, como os alimentos, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No ano passado, 61,1% das famílias brasileiras tinham dívidas a pagar, enquanto 61,9% das famílias possuíam algum tipo de dívida em 2014. "Houve uma retração da demanda das famílias por bens e serviços, principalmente daqueles relacionados ao crédito, como os duráveis: automóveis, móveis e eletrodomésticos", explicou a economista Marianne Hanson, da CNC.

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MP recomenda medidas contra o nepotismo

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O Ministério Público Federal enviou recomendações para a Câmara dos Deputados e para o Senado pedindo providências para destituir de cargos nas duas Casas parentes de parlamentares de até quarto grau. As manifestações para barrar o nepotismo no Congresso foram enviadas para os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Também foram encaminhadas recomendações específicas para os gabinetes dos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e Telmário Mota (PDT/RR), nos quais o MPF identificou de forma preliminar que há parentes em funções comissionadas ou de chefia. No caso dos senadores notificados, o Ministério Público solicita que os parentes sejam destituídos de suas funções.

Aos dirigentes das duas Casas Legislativas, o MPF pede medidas em até 30 dias para destituir de cargos em comissão, de confiança ou de funções gratificadas os parentes de até quarto grau, além de dos servidores que ocupam cargos de direção, chefia ou assessoramento no gabinete dos parlamentares.

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Piso salarial de professor vai subir 11,36%

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Contrariando o apelo de governadores e prefeitos, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou ontem, o reajuste do piso salarial dos professores de escolas públicas. Segundo Mercadante, a categoria receberá um aumento de 11,36% e o piso passará de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64. Durante o anúncio, na sede do Ministério da Educação (MEC), ele afirmou que entende que a situação fiscal de muitos governos de Estados e prefeituras muito delicada por conta da crise, mas que a lei estabelece o cálculo para a elevação e determina que o novo piso seja divulgado em janeiro.

"Nós recebemos carta dos governadores e de prefeitos propondo um adiamento da divulgação do piso. Mas não há como solicitar ao MEC o desrespeito à lei. Na vida pública, a gente só pode fazer o que a lei autoriza", disse o ministro.

Com o porcentual anunciado ontem, o piso dos professores terá um reajuste acumulado de 124,7% desde que foi criado em 2009. No mesmo período, o salário mínimo subiu 89,2% e a inflação medida pelo IPCA foi de 55,32%.

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Taxa de informalidade cresce e chega a 45,1%

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A taxa de informalidade no mercado de trabalho do País vem crescendo desde o segundo trimestre de 2014, segundo a nota técnica "Análise da dinâmica do emprego setorial de 2014 a 2015", divulgada ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) mostram que a taxa de informalidade vinha em tendência de queda até o segundo trimestre de 2014, quando atingiu 43,9%, mas passou a subir, alcançando 45,1% no terceiro trimestre de 2015, último dado disponível até o fechamento do estudo.

Já a taxa de transição de trabalhadores de empregos formais para empregos informais - que traz a informação de quantos trabalhadores migram do setor coberto por benefícios garantidos pela legislação trabalhista para o segmento desprotegido do mercado de trabalho - atingiu uma média de 7,5% entre o quarto trimestre de 2014 e o terceiro trimestre de 2015.

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BB vai ampliar financiamentos

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O plano do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, de ampliar o crédito sem conceder novos subsídios começará a ser colocado em prática pelo Banco do Brasil. O banco vai destinar mais R$ 10 bilhões para o financiamento agrícola, a juros mais baixos, sem a necessidade de ajuda do Tesouro Nacional. Isso será possível porque a instituição foi dispensada de guardar uma parte da poupança rural no Banco Central.

O BB é o único dos grandes bancos que capta recursos da poupança rural - os outros bancos só captam poupança para financiamento imobiliário. Por isso, precisa seguir a determinação de desembolsar 74% desses recursos em operações ao produtor rural. Quando não cumpre a exigência, é preciso depositar o dinheiro não emprestado no Banco Central, que remunera pela taxa básica de juros, a Selic.

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